Manutenção de sistema de pára raio

Por quê devo me preocupar com a manutenção do sistema de para-raios?

      Dados de 2017 do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam a incidência anual de 77,8 milhões de descargas atmosféricas no Brasil, um crescimento de 42% se comparado com números do mesmo Instituto do ano de 2002, que era de 55 milhões.

      Mesmo com esses dados alarmantes, nem sempre o síndico dá a atenção necessária para este sistema, e não é por descaso, mas muitas vezes por desconhecimento da importância do mesmo ou por falta de informação.

      A função do SPDA, que significa Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas (popularmente conhecido como Pára-raio) é de proteger a estrutura condominial, inclusive contra incêndios, além de preservar a vida dos moradores dentro da edificação e dos equipamentos elétricos e eletrônicos.

     A NBR 5419 de 2015 regulamenta a instalação, e também, os testes a serem realizados no sistema, com equipamentos adequados, compondo um laudo de inspeção e uma ART (anotação de responsabilidade técnica) assinada por um Engenheiro Eletricista.

      Com este laudo de inspeção, o técnico irá verificar todo o sistema, desde o captor localizado na cobertura do edifício, até as descidas para as caixas de aterramento, localizada no térreo ou último pavimento, seguindo os projetos entregues pelas construtoras. O laudo, que deve ser realizado anualmente, deve conter o gerenciamento de risco da estrutura e ações a serem tomadas pelo gestor do condomínio, para que a estrutura esteja em perfeita conformidade com a segurança. 

Pense nisso! A quantas andam as manutenções preventivas de seu condomínio?

Lembre-se que na CMPremium temos uma equipe capacitada para lhe orientar e programar as manutenções periódicas e preventivas no seu condomínio.

Conte com a gente! visite nosso site: www.cmpremium.com.br

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Identificando problemas no condomínio, gerando soluções e oportunidades.

Analisem minha ideia: Imaginem que eu ganhei na loteria. Como alguém pode ter problemas depois de ganhar uma “bolada” dessas? Mas eu preciso decidir onde aplicar esse dinheiro. E então eu me pergunto: Qual é o melhor investimento? Por onde começo? E  pronto! Eu tenho um problema a ser resolvido!

Ou ainda outra situação: minha família tem 5 pessoas. Qual o carro mais adequado para o dia a dia e que seja seguro e espaçoso o suficiente para acomodá-los durante uma longa viagem? Outro problema identificado que requer energia para ser pensado e resolvido.

O que quero mostrar e fazê-los perceber é que nem sempre um problema é algo ruim a ser resolvido. Tudo que eu me pergunto, me questiono, que me faz pensar é um problema que busca uma solução.

Em uma gestão condominial, problemas de todos os tipos ocorrem o tempo todo.

Uns são bons, outros nem tanto…

Uma boa gestão, se faz com bons questionamentos, com bons problemas identificados e resolvidos, e por muitas vezes previamente evitados. Mas por que identificar problemas?

Não é melhor deixá-los aparecer para resolver? Numa linguagem moderna: – “deixar rolar!” Nem sempre. Já vimos no texto anterior que a proatividade é fundamental para prever o que não está planejado, mas para isso é preciso estar “antenado”! O que nem sempre acontece, pois sabemos que nem sempre o síndico e demais gestores do condomínio tem dedicação exclusiva ao condomínio, e mesmo que a tenham nem sempre estarão circulando no condomínio, que nem sempre conseguira perceber sozinho.

Quando o problema aparece, ele requer algumas atitudes: diagnóstico, gerar alternativas, tomar decisão e avaliar os resultados. Dessa lista penso que a decisão é uma das mais importantes, pois é ela que irá lhe tirar da zona de conforto, que irá por a prova sua capacidade de resolução, de listar caminhos e alternativas, os analisar os prós e contra. Você escolheu encará-lo e enfrentá-lo! E isso já é um grande passo!

Tem uma história bem popular e que você já deve ter escutado. Para saber se a pessoa é otimista ou pessimista mostre à ela um copo com água pela metade. O otimista irá lhe dizer que está meio cheio; e o pessimista, meio vazio. No dia a dia vamos muitas vezes mudando nossa percepção sobre os “copos com água pela metade”, hora estamos mais animados, horas estamos retraídos e com medo e achando que nada dará certo. Tudo pode influenciar na tomada de decisão de resolução do problema.

Mas lembre-se, profissionalismo acima de tudo. Nossas emoções por vezes nos controlam, mas agir com maturidade, com imparcialidade, com ética e bom senso sempre será a melhor saída.

O que devemos perceber, no fundo, é que um problema pode ser encarado como uma bela oportunidade. E isso é muito mais fácil de ser encarado, pois a oportunidade é uma forma otimista de enfrentar uma dificuldade.

Sobre a autora: Angela Salvadori, formada em Administração, mestre em Educação, sócia da empresa CMPremium e uma incansável entusiasta da vida em harmonia no condomínio.

 

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Fui eleito síndico do condomínio, e agora? Por onde começar.

Parabéns! Você é o novo síndico!

Se você foi eleito síndico, é porque você passou por um processo de eleição em seu condomínio e venceu. E isso pode ter sido tranqüilo, ou em alguns casos, um pouco mais tenso.

Sempre um processo de eleição requer uma candidatura, uma disponibilidade de tempo, uma campanha eleitoral (em alguns condomínios há tanta campanha e dedicação que parece eleição política!), uma assembleia, uma votação e uma escolha, ou seja, uma eleição.

Cada condomínio teve, em algum momento, o tempo para pensar nas regras e regulamentações para a escolha do síndico. Essas determinações encontram-se na convenção do condomínio. E, se você é o síndico, a primeira coisa a fazer – se ainda não fez – é ler e se inteirar de suas novas responsabilidades.

Convenção do condomínio: documento macro do seu condomínio, a sua constituição, é nele que as funções do síndico e o processo de sua eleição são combinados. Por ser um documento trabalhoso e super importante para a organização condominial, geralmente contrata-se um advogado especializado para sua redação.

Mas e quem é o síndico?

O síndico ou o administrador do condomínio é a figura que será responsável legalmente para gestão do condomínio durante o período pré-determinado na convenção. Dentro de suas funções está a de manter a ordem, a disciplina, a segurança, a legalidade e a limpeza dos edifícios.

No Brasil, temos 2 tipos de síndico: o natural – que reside no condomínio e o síndico profissional – aquele que não mora no condomínio. Apesar de termos a figura do síndico profissional, não há o reconhecimento da profissão de síndico.

Em alguns condomínios, quando não tem nenhum candidato, disposto a encarar essa responsabilidade, os condôminos podem eleger uma empresa (uma administradora de condomínios) para ser o responsável legal pelo condomínio e responder pela figura do síndico. E isso, percebemos que há uma tendência muito forte atualmente, ou pela falta de tempo dos moradores, ou por não quererem assumir tamanha responsabilidade, profissionaliza-se cada vez mais essa função.

Enfim, depois de ter se inteirado de suas novas responsabilidades, é hora de conhecer o conselho, a administradora, os funcionários, os fornecedores, ou seja, todos que de uma forma ou outra estão envolvidos no seu condomínio. Tendo isso resolvido, mão na massa!

Planejar também é um processo. Ele faz parte das atividades da administração, mas ele sozinho, já dá bastante trabalho. Quem não planeja, improvisa, e isso, na maioria dos casos, não é nada bom!

Pensar no futuro é um exercício que requer atitude e certa habilidade. Planejar é imaginar, é lidar com a incerteza? Nem sempre…

É possível prever quando irá vencer o seguro do condomínio e terei que dispor mais recursos para isso? É possível prever quando o porteiro ou zelador terá que tirar férias? É possível prever quando meu condomínio consome de produtos de limpeza? Ou ainda quando terá que realizar a manutenção nos elevadores e bombas. Em poucos exemplos, é possível perceber que um planejamento mensal, semestral, anual pode ser previsto.

Segundo Maximiano

além de ser um processo de tomar decisões, o planejamento é uma dimensão das competências intelectuais (…) planejar é uma função cognitiva superior um tipo refinado de habilidade. A decisão e a capacidade de lidar com o futuro por meio do planejamento refletem, portanto, uma forma de inteligência (p. 138, 2004).

Num condomínio a maioria dos eventos podem ser previstos, mas e se o inesperado acontecer? Como uma catástrofe natural, um assalto, uma discussão ou briga? Algo que fuja do seu controle? Então, aí o síndico terá que ter expertise e saber lidar com cada situação. Apoio jurídico e de uma boa administradora podem ser o caminho para uma tomada de decisão tranquila e assertiva e que traga menos prejuízos condôminos.

Vocês já ouviram falar em proatividade? Ser proativo é estar atento a tudo que se observa no ambiente, no caso, o condomínio, e ter a capacidade de prever e agir antes que o inesperado aconteça. Mas para que isso ocorra, o síndico deve estar “ligado” no que está acontecendo a sua volta, usar essa observação e informação como uma forma de impulsionar uma mudança e que traga bons resultados, antes que alguma situação traga prejuízos ou desagrade os condôminos.

Síndico, você é uma pessoa muito especial e importante no condomínio! Por isso, faca de sua gestão um modelo a ser seguido, planeje, se organize e se dedique. Os resultados aparecerão! Boa sorte e uma ótima gestão!

Sobre a autora: Angela Salvadori, formada em Administração, mestre em Educação, sócia da empresa CMPremium e uma incansável entusiasta da vida em harmonia no condomínio.

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COMPLIANCE EM CONDOMÍNIO

A última palestra do ano de 2018 do Grupo CM Condominium teve o tema COMPLIANCE.

As palestras apresentadas anualmente pelo grupo visam disseminar conteúdo sério e com credibilidade, tornando assim a convivência das pessoas em Condomínio algo mais fácil e harmonioso.

Em tempos onde a transparência e a ética tem sido amplamente discutidas e ambicionadas, em todas as camadas da nossa sociedade, o Condomínio precisa, como micro-sociedade,  encontrar meios de desenvolver programas de Compliance.

Confira no vídeo com o resumo do evento, fique atento às palestras do Ciclo 2019.

 

 

Gestão Condominial de Sucesso

Em geral as pessoas buscam morar em Condomínio por conta da segurança que acham que vão encontrar nesta “micro comunidade”.  Pesquisar se o Condomínio tem uma GESTÃO CONDOMINIAL DE SUCESSO não faz parte do check list do candidato à compra ou locação.

O primeiro desejo que o Condômino tem em relação à sua moradia e ou trabalho em Condomínio tem a ver com essa busca pela segurança. Ocorre que após a negociação de compra ou aluguel de uma unidade em condomínio, vêm as outras necessidades: a de se ter uma taxa condominial baixa, regras que lhe garantam conforto e tranquilidade, manutenções em dia, inadimplência controlada para não onerar a todos, bom atendimento para questões de convivência, etc.

Em geral os condôminos evitam “se aborrecer” com os assuntos da Gestão do Condomínio e acabam pagando a taxa mensal sem entender ao certo a que se destina. Estes, acabam se envolvendo apenas quando se sentem lesados ou frustrados com algo que percebem ou incomodam.

Outra parte de condôminos acabam acompanhando mais de perto, apoiando e fiscalizando a gestão. Alguns vão buscar assumir o papel de Síndico ou a função de Conselheiro.

A questão é: quais os requisitos para uma boa gestão, entendendo que o sucesso do Condomínio é a saúde financeira, aliada à manutenções estruturais em dia, atendimento à legislação, investimentos em melhorias e segurança, boa convivência entre os condôminos…

O segredo está na rede de atendimento ao Condomínio, profissional e competente. O Síndico morador dificilmente irá ter tempo para se dedicar e todos os conhecimentos técnicos necessários para fazer a gestão do condomínio. Por outro lado, o Síndico Profissional não tem como dispender tempo para as atividades técnicas do dia a dia e fazer sua gestão, tendo em vista que atende a outros condomínios também.

Um dos assuntos mais importantes e preocupantes na Gestão Condominial é o Quadro de Funcionários. Seja próprio ou terceirizado, é o item que mais custa recursos mensais ao Condomínio, assim como um dos mais frágeis, quando se fala em investimentos e prejuízos.

Enquanto funcionários de uma empresa, que tem diretrizes definidas e hierarquia consolidada, os funcionários tem mais facilidade para absorver o clima de trabalho e as regras, no Condomínio, onde o grupo diretivo muda a cada eleição, onde todos que pagam se sentem “empregadores” e o Síndico muitas vezes não tem experiência de gestão de RH, os riscos de ações trabalhistas é significativamente maior.

É por estas e outras razões que o Grupo CMCondominium sempre busca orientar Síndicos, Conselheiros e Condôminos, clientes ou não, para entender melhor as questões trabalhistas e evitarem problemas. No próximo dia 10 de outubro teremos novo evento com este tema:

Quer ver seu condomínio evoluir e valorizar o seu imóvel? Faça parte do grupo que participa da gestão: vá a todas as assembleias, leia todos os comunicados, acompanhe os balancetes e livros contábeis. Opine, converse com seu Síndico e participe de forma madura. Exija sempre boas empresas na assessoria administrativa.

Quer conhecer como o Grupo CMCondominium atende seus condomínios? Entre em contato conosco, teremos um enorme prazer em apresentar nosso formato de trabalho.

Beatriz Mello | #TimeCMCondominium

Aconteceu | O FUTURO DOS CONDOMÍNIOS

O Futuro dos Condomínios debate segurança e profissionalização dos síndicos

Estima-se que até 2020, metade dos condomínios do Brasil devem ser administrados por síndicos profissionais. Além disso, em aproximadamente 90% dos assaltos a condomínio, o bandido entra pela porta da frente.

 

“Novas visões sobre a segurança e a profissionalização do síndico” foi o tema do evento O Futuro dos Condomínios promovido pela Administradora CM Premium/ Grupo CM Condominium,  no dia 22 de agosto. O encontro foi no Empório Kaminski, em Curitiba, tendo como objetivo promover o debate e o conhecimento, iluminando o entendimento sobre o que é ser Síndico e as responsabilidades em relação à segurança.

 

 

José Henrique Hornung_ph3 solutions

Para falar sobre o Perfil do síndico contemporâneo e suas responsabilidades, o convidado foi José Henrique Hornung, graduado em Direito, sócio fundador da ph3 solutions, co-criador e professor do Curso de Formação de Síndicos da PUCRS. Ele abordou os aspectos gerais da atividade de síndico, traçando um paralelo com o síndico da atualidade; também a responsabilidade civil e criminal: pressupostos e casos na jurisprudência. “Estima-se que até 2020, metade dos condomínios do Brasil serão administrados por síndicos profissionais (dado do Instituto Pró-Síndico), por isso a importância da capacitação profissional do síndico frente aos desafios da gestão, responsabilidade civil e criminal.”

 

 

Fabio Barqui Steren_Magav Segurança Estratégica

 

Também do Rio Grande do Sul, outro convidado foi Fabio Barqui Steren, abordando o tema Novas formas de fazer segurança: Reduzindo custos e aumentando o nível de proteção. Fabio levantou dados do SindicoNet, que dão conta que em aproximadamente 90% dos assaltos a condomínio, o bandido entra pela porta da frente. Fabio abordou a relação desproporcional entre os altos investimentos aportados em segurança física e eletrônica e a falta de preparo dos “recursos humanos” do condomínio, sejam eles a equipe de portaria, moradores ou demais colaboradores do condomínio que acabam ficando em segundo plano quando o assunto é Segurança. Ressaltou-se a importância de um plano de segurança com enfoque nas pessoas, pois delas depende o sucesso do planejamento no dia a dia.  Steren é graduado em Gestão de Segurança Privada, com diversos cursos em Israel e no Brasil, sócio fundador da MAGAV – Segurança Estratégica e professor do Curso de Formação de Síndicos da PUCRS.

 

Luciano Souza _ CMBaiak Advogados

Os Aspectos Jurídicos ficaram a cargo de Luciano de Souza, graduado em Direito pelo Centro Universitário Unibrasil e Pós graduado em Direito Contemporâneo com Ênfase em Direito Público pela Universidade Positivo. O advogado, cuja rotina é assessorar juridicamente os Condomínios, falou sobre a responsabilidade do condomínio na segurança patrimonial e sobre os bens particulares.

 

 

 

Átila Cordova_ MAGAV – Segurança estratégica

A mediação do encontro foi feita por Átila Cordova, sócio diretor da MAGAV – Segurança estratégica em Curitiba, atual diretor de segurança da comunidade israelita do Paraná. Ele também foi responsável pela coordenação da segurança da delegação de Israel nos jogos Olímpicos de 2016, com mais de 13 anos de experiência na gestão de segurança privada. “Nosso objetivo com o bate-papo é mostrar a importância da integração e parceria entre os ‘elos desta corrente’ que é viver em comunidade.  A segurança como especialidade e a gestão de pessoas”.

 

 

O evento ainda contou com a brilhante participação dos Síndicos, Conselheiros, Condôminos e prestadores de serviço da área, que em muito contribuíram com perguntas e no debate.

A CM Premium, empresa do Grupo CM Condominium (www.grupocmcondominium.com.br), ficou honrada com a participação de todos e informa que encaminhou as doações de alimentos arrecadados à APACN (www.apacn.com.br).

Aproveitamos a oportunidade para convida-lo a nossos próximos eventos. Juntos, conseguiremos evoluir na produção de conhecimento sobre a realidade condominial, com qualidade.

#TimeCMPremium #TimeCMCondominium

Mais informações:

www.ph3solutions.com.br

www.magav.com.br

www.cmbaiak.adv.br

www.grupocmcondominium.com.br

 

5 dicas para escolher um bom Síndico

A lei é clara: todo Condomínio deve eleger um Síndico! E essa eleição é feita em Assembleia.

Mas em condomínio, como um reflexo da política brasileira, a participação dos condôminos está longe de ser a ideal. Raramente o quorum nas assembleias é grande e a maior parte dos moradores de Condomínio não buscam saber sobre a Gestão Condominial.

Antes de iniciarmos uma breve reflexão, te convido a responder um questionário, bem rapidinho, assim podemos continuar:⇒ https://goo.gl/forms/txGxJrabPzKac4H73 


Chegou a hora de eleger o Síndico… mas em quem votar?

Nem pense em não comparecer à Assembleia! Você ja parou pra pensar em todos os riscos que corre se alguém sem competência for eleito Síndico? É sua propriedade e seu dinheiro que estão em jogo.

O Código Civil e a Convenção Condominial vão legislar sobre a responsabilidade do Síndico. A Gestão do Condomínio é do Síndico e um Conselho Fiscal deve ser eleito. Mas deixar o Síndico fazer a gestão financeira, de manutenções, obras,  etc, sozinho, sem acompanhar é sempre um risco. É triste ver Condomínios que se deterioram, as unidades perdem valor de mercado, perdem garantias (quando novos), ou neles reinam brigas e conflitos. Há também outros riscos como o de ações trabalhistas, processos diversos de moradores e vizinhos, sem contar o desgaste de ver o dinheiro ser utilizado de forma equivocada.

Então não tem outro jeito: pra se ter o sossego de viver num Condomínio que evolui com otimização de recursos e harmonia, tem de participar, em especial elegendo um bom Síndico.

Pra isso, vai algumas dicas na hora de votar:

  1. MOTIVAÇÃO – se o candidato é Síndico Profissional,  não há o que se questionar. O cidadão vive da profissão e busca sempre clientes. Agora, se o candidato for morador, vale estar questionando qual a motivação para exercer o cargo. Em geral, as motivação estão entre contribuir para a melhoria do condomínio ao qual mora, até obter uma renda extra. Repare em como o candidato fala da sua motivação e se esse discurso parece sincero. Muitos candidatos buscam uma visibilidade e poder a qual nunca tiveram, o que coloca o condomínio em perigo pelo “ego” que se terá de lidar. Ouça a motivação e reflita!
  2. EXPERIENCIA – para ser Síndico não há requisitos de formação ou experiencia. Qualquer um pode se candidatar, contudo, peça pra ouvir a história de cada um, suas experiencias e habilidades desenvolvidas. Ser Síndico é lidar com assuntos diversos, dinheiro, manutenções, funcionários, legislação, etc., por isso o Síndico tem de estar bem assessorado. A experiência pode ajudar, mas nunca será garantia de boa atuação.
  3. PLANO DE ATUAÇÃO – assim como os políticos tem planos de governo, o Síndico tem de elaborar uma ideia de como atuar. Com será seu formato de absorção das informações, como encaminhará os assuntos, como atenderá os condôminos. O Síndico Profissional vai ter um padrão de atendimento, o morador, se trabalha fora, tem de encontrar meios de dedicação ao Condomínio, que horários estará disponível, como atenderá prestadores de serviço, com que frequência pensa fazer reuniões e assembleias…
  4. PERSONALIDADE – ser Síndico exige pulso firme e muita paciência. A resiliência é outra característica importante, pois muitas vezes o Síndico é questionado de forma provocativa ou injusta. O Síndico responde sozinho pelo Condomínio, mas como líder, deve representar o interesse dos condôminos e não seus interesses pessoais. O Síndico deve ser um bom comunicador, pois não basta fazer a coisa certa, tem de ligar as pessoas e comunicar ideias.
  5. NEUTRALIDADE – um Síndico deve transitar em todos os grupos, tratar a todos da mesma forma, sem privilegiar alguns e perseguir outros. Portanto, não é positivo para o Condomínio trabalhar com campanhas e “chapas”, deve-se sim buscar candidatos que tenham a visão do todo e hajam com objetividade, sem defender grupos ou “bandeiras”. O Síndico não é funcionário do Condomínio, mas também não pode ter traços autoritários. É sempre bom para o Condomínio ter candidatos que pensem em todos, sem divisões de grupos no Condomínio. Neste item o Síndico Profissional sai na frente, visto que atuará de forma profissional, mas vale a pena promover reuniões de apresentação antes da Assembleia, pois assim sobra tempo pra buscar referências e entender o formato de trabalho.

Enfim, por mais que Assembleia de Condomínio não seja dos compromissos mais prazerosos, é importantíssimo que todos participem, a fim de se eleger bons representantes, Síndico e Conselheiros.

O Condômino é peça fundamental na gestão, todos têm direitos e deveres, mas acima de tudo, busque participar sempre da gestão da sua comunidade!!!

Quer saber mais? Entre em contato conosco, venha tomar um café e conversar sobre Gestão Condominial!

Beatriz Mello #TimeCMPremium

Tolerância em Condomínio

Viver em Condomínio é exercitar constantemente a tolerância!

É atribuída à escritora norte-americana Helen Keller a frase: ”O resultado mais sublime da educação é a tolerância. Helen Keller viveu entre 1880-1968 e conta a história que foi a primeira pessoa cega e surda a entrar para uma instituição de ensino superior. Decorre que, inspirados nesta frase, percebemos a  necessidade de “nos educarmos” para obtermos como consequência a tão necessária tolerância. Vamos ampliar, neste sentido, o conceito de “educação”, que não só é o formato institucional, mas acima de tudo, a iluminação dos conceitos da vida e da sociedade a qual estamos inseridos.

Em Condomínio, um dos ingredientes essenciais, se não for o maior, é a tolerância. Mas o que é tolerar? No dicionário Aurélio, tolerar significa consentir; permitir; deixar passar. A comunidade Condomínio é formada por uma infinita possibilidade de diversidade humana (e ainda tem os pets!). A consequência é que, cada pessoa carrega uma história, tem uma personalidade, conceitos de vida, preferências, tornando o Condomínio um espaço físico com pessoas diferentes dividindo uma mesma propriedade. Foi pensando nas dificuldades de convivência que se criou na lei a figura do Síndico, que vai intermediar essa diversidade, levando o grupo a um caminho único.

Vivemos, em nossa sociedade global atual, uma crise de identidade no que se refere ao termo “respeito”. As novas gerações foram criadas num ambiente de maior liberdade e acesso a informações, contudo tem demonstrado dificuldades para elaborar seus conceitos em relação à tolerância. Por mais que consigamos evoluir no desenvolvimento humano, entendendo as diferenças entre pessoas, gêneros, etnias, etc., ainda temos dificuldades em aceitar as idéias e concepções do “outro”. Muito disso pode-se relacionar com o excesso de comunicação virtual, em detrimento da convivência pessoal, bem como o distanciamento que temos hoje das correntes humanistas, antes muito atuais na sociedade através da religião, filosofia e artes.

A consequência no condomínio: brigas entre vizinhos por barulho, crianças e pets, comportamentos inadequados, conflitos e prejuízos de deliberações em assembleias, cujo quorum acaba sendo baixo, e muito mais.

Tolerar é entender que o outro é diferente e “ponto”. É partir do principio que o outro é digno de respeito independentemente do que é ou faz, mas por que é um ser humano também, com falhas e defeitos. É difícil tolerar um vizinho que abusa do som alto, que não recolhe o lixo adequadamente, que sai com seu pet sem se preocupar com a sujeira que deixa na calçada, ou que estaciona irregularmente em sua vaga… o egoísmo. Enfim, há pessoas que não percebem que as leis e normas do condomínio servem para colocar ordem e harmonizar o ambiente, devendo ser respeitadas sempre. Contudo, para tudo que incomode o condômino, há um caminho e procedimento para resolver administrativamente.

O Síndico é o gestor do Condomínio, a Administradora tem ferramentas e conhecimento e o Conselho é um apoio na mediação de conflitos. Importante é que o Síndico tenha adequado entendimento do seu papel e atribuições, a fim de dar exemplo de tolerância, o que não significa aceitação de maus comportamentos ou omissão quando necessita correção. A administradora deve estar à disposição do Condomínio com seu know how e equipe, para auxiliar conforme as necessidades apontadas por este síndico, pois como empresa que está fora do contexto diário do condomínio, precisa que as demandas sejam apontadas.  O Conselho precisa estar capacitado, atento e disponível para alem da fiscalização das contas, ser um apoio na gestão do Síndico, auxiliando na mediação de conflitos.

Tolerar é entender o diferente, nunca aceitar comportamentos inadequados como corretos. Tolerar é encontrar os meios civilizados e educados para resolver os problemas, jamais a agressão como um caminho. Tolerar é aceitar que o seu vizinho tem os mesmos direitos e deveres que você e vai estar ali ao lado, você querendo ou não, gostando ou não, e sendo assim, melhor que esteja ao lado emanando boas energias para esta convivência, do que predisposto à briga. Tolerar é a postura mais inteligente, num mundo heterogêneo, pra viver em paz, com tranquilidade, em especial no Condomínio, seu espaço de descanso e seu lar. Reflita sempre sobre esse tema e transmita a seus familiares estes conceitos.. equilibrar tolerância e respeito, buscando seus direitos através de uma atitude sempre civilizada.

Beatriz Mello_formada em Psicologia em 1999 pela UFPR_Acompanhando condomínios ha 15 anos_#TimeCMPremium desde 2013.