IV Ciclo de Palestras – Eficiência Energética: Entrevista

A partir de abril terá início o IV Ciclo de Palestras do Grupo CM Condominium.

Como já é costume, a  ADMINISTRADORA CM PREMIUM, buscando promover a troca de informações e experiências para a comunidade condominial, preparou para os síndicos, conselheiros, condôminos e comunidade uma agenda de palestras e eventos com assuntos de interesse a todos.

Para você que faz parte da gestão do condomínio ou morador, participe dos nossos encontros. Em breve, divulgaremos maiores informações sobre agenda do IV Ciclo.

Hoje, apresentamos entrevista com Marcel Beghetto Penteado, nosso primeiro palestrante.

Quem é o Marcel?

Meu nome é Marcel, natural de Curitiba, sou formado em Economia e há 7 anos, após
fazer um curso técnico de Elétrica Predial, abri minha microempresa de serviços elétricos,
da qual sou o prospector de negócios e o executor.
Durante 25 anos trabalhei em empresas como Banco Itaú e Banco Volvo. Neste período,
desenvolvi e viabilizei contratos comerciais, financiamentos, bens de capitais e consumo
com empresas de grande porte e diferentes segmentos. Obtive excelentes resultados
através do meu comprometimento e versatilidade.
No ramo de energia, uso os conhecimentos adquiridos para oferecer serviços e produtos
diferenciados para meus clientes, como condomínios, residências e escritórios (projetos
de iluminação e eficiência energética).

1. O que é o conceito de Eficiência Energética?

O conceito é simples: executar rotinas com menor consumo de energia elétrica. Exemplo: ter o mesmo fluxo luminoso de uma lâmpada incandescente com 60 watts substituindo por uma lâmpada de led de 7 watts. Os benefícios são diretos ou indiretos. No exemplo da lâmpada dentro de sua residência ou condomínio pode ser tratado como direto (embora beneficie toda a sociedade indiretamente). Mas a prática da eficiência energética é constante. É um ciclo virtuoso que se propaga em benefício de todos. E tem que ser pensado em escala também. Exemplo que aparentemente nada teria a ver com consumo de energia: a redução de resíduos domésticos (lixo). Se cada indivíduo deixar de gerar um quilo de lixo por ano, em Curitiba isto representaria 1.800 toneladas de lixo por ano. Isto reduziria a movimentação de 180 caminhões de lixo ao ano. Isto reduziria em 9.000 litros de diesel. É pouco. Mas são as somas das pequenas coisas que fazem a diferença. Ou para o bem ou para o mal. A escolha é nossa, mas o resultado também é nosso.

2. Quais os equívocos mais frequentes na questão elétrica nos Condomínios em que você atende?

A falta de prioridade, manutenção e investimento de gerenciamento. As melhores oportunidades são as pequenas coisas e de baixo investimento.  Uma simples verificação dos bornes nos disjuntores é uma realidade constante. Naturalmente os bornes (parafusos dos disjuntores), se soltam pela fibração da rede elétrica. Isto acarreta mal contato, eleva consumo e danifica equipamentos. Outro fato muito comum nos condomínios é o grande volume de troca de lâmpadas por ano. Hoje uma lâmpada de LED tem garantia de dois anos no mínimo. Por falta de um análise custo benefício e gerenciamento, esta oportunidade é desperdiçada. E se tratando em investimentos, os condomínios deixam de investir em fontes de energia alternativas (solar, eólica e gás natural). São investimento mais robustos, mas pensando em economia compartilhada entre condôminos acabam se tornando viáveis. Mas preteridas.

3. Como podemos adequar as redes e instalações atuais dos Condomínios para um formato mais eficiente, econômico e alinhado com a ideia de sustentabilidade? 

Contratar um bom profissional para fazer uma análise. Porque na maioria das vezes são pequenos ajustes e manutenção preventiva. Ainda existe análise de consumo através de equipamentos de medição para ser mais assertivo se existem anomalias e quais (rede elétrica, circuitos, motores, etc). Em algumas situações, os condomínios ainda estão na garantia da construtora. E caso haja necessidade de alterações, é de responsabilidade da construtora. 

4. Os investimentos para um condomínio sustentável são realmente altos? Como repensar isto?

Duas coisas são importantes: fazer conta (retorno investimento) e procedência fornecedor. Trabalho a 7 anos com lâmpadas de LED. Surgiram vários fornecedores. E nem tudo que está disponível atende o que promete. Mas de forma geral, os condomínios tendem a comprar o mais barato e não o melhor custo benefício. Lâmpadas que deveriam durar no mínimo dois anos, são substituídas em menos de um ano. Assim está ocorrendo com os sistemas de energia solar: tem coisa muito boa e tem coisa duvidosa. Como ainda é um investimento para mais de 15 anos, e o retorno do investimento deve ocorrer em até 5 anos, é preciso saber quem é o fornecedor principal. Por exemplo um paralelo com geladeira: compra-se a geladeira numa loja de eletrodo-domésticos. Mas a responsabilidade é do fabricante. Equipamentos de energias alternativas como solar, eólica ou gás natural, é preciso saber quem é o fabricante. Mas investimentos de sistemas alternativos são viáveis. E existem formatos híbridos que podem reduzir investimentos iniciais e reduzir tempo de retorno. Não existe apenas modelos prontos, podem ser customizados de acordo perfil consumo.

Agradecemos ao Marcel pelos esclarecimentos e aproveitamos reiterar à comunidade o convite para que venham acessar conhecimentos e trocar idéias sobre eficiência energética em Condomínios!

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