Fui eleito síndico do condomínio, e agora? Por onde começar.

Parabéns! Você é o novo síndico!

Se você foi eleito síndico, é porque você passou por um processo de eleição em seu condomínio e venceu. E isso pode ter sido tranqüilo, ou em alguns casos, um pouco mais tenso.

Sempre um processo de eleição requer uma candidatura, uma disponibilidade de tempo, uma campanha eleitoral (em alguns condomínios há tanta campanha e dedicação que parece eleição política!), uma assembleia, uma votação e uma escolha, ou seja, uma eleição.

Cada condomínio teve, em algum momento, o tempo para pensar nas regras e regulamentações para a escolha do síndico. Essas determinações encontram-se na convenção do condomínio. E, se você é o síndico, a primeira coisa a fazer – se ainda não fez – é ler e se inteirar de suas novas responsabilidades.

Convenção do condomínio: documento macro do seu condomínio, a sua constituição, é nele que as funções do síndico e o processo de sua eleição são combinados. Por ser um documento trabalhoso e super importante para a organização condominial, geralmente contrata-se um advogado especializado para sua redação.

Mas e quem é o síndico?

O síndico ou o administrador do condomínio é a figura que será responsável legalmente para gestão do condomínio durante o período pré-determinado na convenção. Dentro de suas funções está a de manter a ordem, a disciplina, a segurança, a legalidade e a limpeza dos edifícios.

No Brasil, temos 2 tipos de síndico: o natural – que reside no condomínio e o síndico profissional – aquele que não mora no condomínio. Apesar de termos a figura do síndico profissional, não há o reconhecimento da profissão de síndico.

Em alguns condomínios, quando não tem nenhum candidato, disposto a encarar essa responsabilidade, os condôminos podem eleger uma empresa (uma administradora de condomínios) para ser o responsável legal pelo condomínio e responder pela figura do síndico. E isso, percebemos que há uma tendência muito forte atualmente, ou pela falta de tempo dos moradores, ou por não quererem assumir tamanha responsabilidade, profissionaliza-se cada vez mais essa função.

Enfim, depois de ter se inteirado de suas novas responsabilidades, é hora de conhecer o conselho, a administradora, os funcionários, os fornecedores, ou seja, todos que de uma forma ou outra estão envolvidos no seu condomínio. Tendo isso resolvido, mão na massa!

Planejar também é um processo. Ele faz parte das atividades da administração, mas ele sozinho, já dá bastante trabalho. Quem não planeja, improvisa, e isso, na maioria dos casos, não é nada bom!

Pensar no futuro é um exercício que requer atitude e certa habilidade. Planejar é imaginar, é lidar com a incerteza? Nem sempre…

É possível prever quando irá vencer o seguro do condomínio e terei que dispor mais recursos para isso? É possível prever quando o porteiro ou zelador terá que tirar férias? É possível prever quando meu condomínio consome de produtos de limpeza? Ou ainda quando terá que realizar a manutenção nos elevadores e bombas. Em poucos exemplos, é possível perceber que um planejamento mensal, semestral, anual pode ser previsto.

Segundo Maximiano

além de ser um processo de tomar decisões, o planejamento é uma dimensão das competências intelectuais (…) planejar é uma função cognitiva superior um tipo refinado de habilidade. A decisão e a capacidade de lidar com o futuro por meio do planejamento refletem, portanto, uma forma de inteligência (p. 138, 2004).

Num condomínio a maioria dos eventos podem ser previstos, mas e se o inesperado acontecer? Como uma catástrofe natural, um assalto, uma discussão ou briga? Algo que fuja do seu controle? Então, aí o síndico terá que ter expertise e saber lidar com cada situação. Apoio jurídico e de uma boa administradora podem ser o caminho para uma tomada de decisão tranquila e assertiva e que traga menos prejuízos condôminos.

Vocês já ouviram falar em proatividade? Ser proativo é estar atento a tudo que se observa no ambiente, no caso, o condomínio, e ter a capacidade de prever e agir antes que o inesperado aconteça. Mas para que isso ocorra, o síndico deve estar “ligado” no que está acontecendo a sua volta, usar essa observação e informação como uma forma de impulsionar uma mudança e que traga bons resultados, antes que alguma situação traga prejuízos ou desagrade os condôminos.

Síndico, você é uma pessoa muito especial e importante no condomínio! Por isso, faca de sua gestão um modelo a ser seguido, planeje, se organize e se dedique. Os resultados aparecerão! Boa sorte e uma ótima gestão!

Sobre a autora: Angela Salvadori, formada em Administração, mestre em Educação, sócia da empresa CMPremium e uma incansável entusiasta da vida em harmonia no condomínio.

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